terça-feira, 14 de novembro de 2017

Trinta apitos

Todo domingo de manhã meu pai tocava na vitrola Noel Rosa e tantos outros
Bambas da música popular brasileira que eu cresci acreditando em papai
Noel Rosa e nas outras bandeiras da vida cor de maravilha
Agora
Eu não me canso de andar pelas ruas da Vila
Querendo te ver ao mesmo tempo em que quero fechar os meus olhos
Se ficar perto de você minha querida Isabel minha amiga
E eu penso que mania cretina essa de se chamar de amiga que as mulheres
Que se desejam desejadas têm hoje em dia
Sento num desses bares ao longo do Boulevard 28 de Setembro
E penso em você em como você fez aquilo comigo
E aí eu sorrio porque logo um apito e milhares de outros apitos
Brigam por minha atenção, e eu presto mesmo, muita, até, nesses
Gritos vazios das ruas das mídias das mentalidades da bobagem
E sorrio mesmo que você tenha me feito sofrer
Porque não quis meu amor. Minha querida amiga, eu só quero lhe dizer
Que agora eu caminho feliz pelas ruas com notas musicais
É porque eu quero mais
E a sua guerra e paz pra mim foi puro fake ilusão. Assim é garçom
E o Noel de bronze, e essa gente boba, que pensa que fabrica
Paixão big borther bombom
Eu quero esse som eu quero essa luz que vem rápida e cheia
E me enche de força e me faz gostar dessa nova verdade
Porque chega de sofrer chega de saudade e chega de ilusão
Meu amor, mina querida, quando o apito
Meio retorcido da fábrica de tecidos e de opiniões vem ferir os meus sentidos
Eu bebo gole a gole este amor genuíno
Verdadeiro divino e humano mais que amado humano
O meu amor verdadeiro
Por você

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